SEM CAMUFLAGENS

Às vezes, nem eu mesmo me entendo

Mas vivendo, vou tentando aprender

Vendo ao meu lado tudo acontecendo

Assim talvez, eu possa me reconhecer

Lendo o tempo que passa do lado de fora

Sob as lentes nuas da minha imaginação

Percebendo os sonhos que o mundo devora

Dos inconscientes passos sobre esse chão

Seguindo as rimas por outros momentos

Com os pensamentos em contradição

Contrariando as trilhas nos movimentos

Que contornam as órbitas em rotação

E enquanto assim, lá se vão as ferrugens

Corroendo os trilhos d'uma vil evolução

De olhos pardos e nus, sem camuflagens

Conduzindo ao fim os ares d’outra estação

Às vezes, nem eu mesmo me entendo

Mas vivendo, vou tentando aprender!

Autor: Valter Pio dos Santos

01/Ago./2020

Valtin Kbça Dipoeta
Enviado por Valtin Kbça Dipoeta em 01/08/2020
Reeditado em 24/04/2023
Código do texto: T7023307
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