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O ciúmes bate no estômago

Enquanto o amor bate na aorta,
o ciúmes te empurra o estômago.
Faz a boca salivar e a visão embaçar. Faz a mente confundir e a perna bambear
Vestindo meias nos pés enquanto não percebo estar inteira.
O ciúmes bate no estômago. Corrompe a pureza, retém toda leveza, faz da posse companheira.
O ciúmes dá ânsias de vomito, pois não se quer nunca senti-lo e te obriga à disciplina. O ciúmes é humano, mas te faz sentir impotente e fora da essência espiritual.
O ciúmes bate no estômago, retira as borboletas e revira no avesso.
O ciúmes quase sempre vem da carne. Em mim, vem da personalidade.
O ciúmes pra muita gente, bate e arde o sexo.
O ciúmes pra mim, realmente, paira no estômago e desorienta a pulsação do corpo. Faz de mim escrava da própria mente, viro fruto da minha imaginação.
O ciúmes não faz sentido. E não entendo quando o sinto.
Ao invés de passarinho
deixo de ser qualquer tipo de bicho.
È... o ciúmes te obriga a deixar de ser
seja lá o que for.
Jogo fora, sou minha. Arranco do estômago nem que seja a força. Mas hoje, me nego, não me entrego. Liberdade é unicamente ligada com a falta do medo...
Quemsoucomosoucomquemestou
prefiro ser nuvem
que chora e desaparece
do que sentir a porcaria de um sentimento
que pega sua alma e te inverte...

Gabi Batoni
Enviado por Gabi Batoni em 14/09/2018
Código do texto: T6448407
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Gabi Batoni
Serra Negra - São Paulo - Brasil, 20 anos
19 textos (331 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/09/18 04:27)
Gabi Batoni