Solidão

Que a noite chega e com ela

O silêncio que fala mais alto

Grita aos ouvidos as mazelas

Qual noite a noite, outro salto.

Como fertilizante ao peito

Lágrimas de saudade e medo

Afloram tempos d'outro jeito, e

Já não escondem os segredos.

Na noite calma, fria e silenciosa

Ela me atenta como outrora

E, ainda que me é preciosa

Meu peito vive em paz agora.

Que a noite chega, e dela junto

A calmaria que é minha paz

Qual conquistei, qual és meu fruto

Do que plantei a tempo atrás.

E se ainda assim quebra o silêncio

E quebra tudo, a alforria

Meu peito escravo, eu o inocento

Não é mais dele a agonia.

Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 20/07/2009
Código do texto: T1709184
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