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INCOERÊNCIA*

Eu me abstenho
do tacanho.
Do tamanho da minha
intolerância

Eu me apego aos
meus papéis tranquilos
distraídos à beira da mesa

Eles não sabem de mim,
conhecem pouco sobre a moça
que delira em versos

O telefone toca...

Eu tremo a cada pranto,
desarrumo os meus cabelos
mordo a tampa das canetas

A campainha toca...

Eu nunca estou exatamente
onde estou, eu gosto disso.
A janela, é uma grande grade
branca:
máxima de prisão
Incoerência de amor.

Você nunca me chama...

Eu me escondo agora
pelas palavras vestidas
de preto e branco.

Não há em mim nada que
você desconheça.

O telefone toca novamente...

by Lu
Luciane Lopes
Enviado por Luciane Lopes em 09/11/2010
Reeditado em 09/11/2010
Código do texto: T2605237

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Sobre a autora
Luciane Lopes
Mirassol - São Paulo - Brasil, 50 anos
1215 textos (65072 leituras)
47 áudios (3156 audições)
1 e-livros (122 leituras)
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Luciane Lopes