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O BOTO SOLITÁRIO


Havia uma lagoa, eu pude oferecer ao boto uma visita,
A sua cor não estava evidente, mas pude senti-lo pelo olhar,
Via a vontade de ir embora, as pessoas o afligiam.

Sentei e esperei que ele ficasse só,
A noite não oferecia o luar,
Mas estrelas distantes o iluminavam,
Fiquei muito perto atendendo a seu pedido.

Ele me viu pensativo, sentimos vontade de sorrir,
Eu e o boto não estávamos sós, existia a luz do céu e
O som de seres noturnos preenchia o vazio dentro de nós.

Ele por um momento, percebeu que existia a terra e a água
Separando os nossos destinos, mas havia também o mundo ao redor
E ele continuou a nadar,
As cambalhotas me encheram de alegrias, pude ouvi-lo cantar,

Certa noite eu fui ao reencontro e ele havia partido,
Andei pela orla cinzenta com o sentimento ferido,
Mas levantei a cabeça e pude enxergar o boto,
Ele estava brilhante e cor de rosa junto das estrelas.
Gueko
Enviado por Gueko em 16/03/2007
Reeditado em 22/01/2008
Código do texto: T414317

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Sobre o autor
Gueko
São Mateus - Espírito Santo - Brasil, 54 anos
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