Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Quando o vento vira

Profundezas do eu, durmo em meu banco de corais,
sou navio submerso. Naufraguei e deixei baús de tesouros no reino abissal. Foi quando icei vela rumo ao teu coração.
Bateu-me vento forte, fazendo ondas se elevarem sobre o convés.
Fui conhecer solidão. Minha tripulação, aquela de risos e felicidade saltou; Sem botes, não sei onde foram parar.

Tenho certeza que algumas emoções, ainda se arrastam na praia;
Outras se enclausuraram nos compartimentos do navio.
Tinha tanto amor guardado e tantas viagens para se fazer.
Por dias colecionei arco íris e pôr de sol.
Nos rochedos que circundam praias, pela proa, eu gravava olhares.
Era meu olhar no teu olhar.

No leme eu sonhava o continente inteiro de teu corpo;
E me conduzia no prazer das correntes marítimas,
sorvendo luz de luar, banhando-me de maresia e espumas,
fazendo amor contigo. Na tua cintura eu era navegante em
carícias por toda extensão de tua pele.
 
Teus cabelos ao vento! Eu enlaçava sonhos nos fios se misturando, brincando de escorregarem na tua testa. Seu sorriso brilhava mais que o sol. Você do meu lado; E em tantas ilhas nos perdemos, somente para sermos resgatados por nós mesmos. Agora nas profundezas do eu, desenho saudades da superfície com você.
Takinho
Enviado por Takinho em 11/01/2019
Reeditado em 11/01/2019
Código do texto: T6548502
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Takinho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 41 anos
209 textos (79407 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/01/19 08:11)
Takinho