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INGRATAS E INDIFERENTES ALMAS

Madrugada fria a que agora se esvai
Passarada que canta
Vivaz alegria
E assim, toda a su’expressão de louvor
Toda a sua exaltação

A que o fulgor no horizonte
Lentamente desperta, pois o dia
E na labuta do sagrado hoje de cada um
À vida a todos chama
Generosidade presente... como sempre
E destarte... caminham seus filhos
Contudo, com seus olhos e ouvidos fechados
Seriam almas mortas... ausentes?
Seriam infelizes criaturas a fugirem de suas angústias... seus desesperos?

E assim elas ali estão... ou são
Opacas e densas nuvens a que se esculpem nos céus
Ao que o tempo em sua tristeza às invadem
A chorarem o seu pranto... seu lamento
Nossa ingratidão...
Nossa indiferença...

Ao que, pois se faz todos os dias
Se não com o anuviamento dos céus
Mas também com o orvalho antes do claro dilúculo

Quando será diferente?
Quando será por fim transformada?
Quando virá sua tão querida alegria?

Ai, quando nos renovaremos?...

Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 07/07/2017
Reeditado em 07/07/2017
Código do texto: T6048239
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz