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TEMPOS DA VIDA

Tempo...Tempo... Tempo...
No largo de seu compasso
Da Vida a que o rege
Da infinita distância entre um eterno pretérito
E  de um porvir que jamais findará
Eis o maior e mais belo mistério a que merece ser contemplado
Ainda que não tenhamos suas exatas respostas

Tempo... Tempo... Tempo...
Quanto tempo durará... o tempo?
Ah! Essa mania esquisita de tudo querer matematizar!
De querer tudo calcular!
De reduzir em sistemas tudo o que existe e se encontra!
Mesmo o que não pode ser reduzido
Muito menos explicado:
A vida... o amor... o tempo...

Mas, então, eis o nosso tempo:
Lembranças que se dissipam
Lento... solene... porém, grave em seu movimento
Do concreto que se apaga de noss’olhos
Quais nimbos ou extratos nos céus
A que não suportam os raios do sol do meio-dia
Na imponência de seu escaldante calor
Ou como a poeira a ser resvalada pelos ventos
Do tempo que de mim insiste tanto a fugir
Ou seria eu, pois dele a correr?
Não sei!

Mas... por que deixei minhas memórias irem embora?
Por que cargas d’água eu não as segurei em minhas mãos?
Estaria eu delas farto?... Enfarado?... Cansado?
Ou no tempo em que me visitaram não foram então por mim amadas?

Ah! Tempo!
Precioso e relevante tempo!
E no âmago de su’essência, nele está... a bendita Esperança!
A que jamais nos abandona
Ainda que dela... tantas vezes duvidamos... suspeitamos...
E por isso... no tempo não tanto acreditamos
A que, por isso, hesitamos
E não prosseguimos... no tempo
Ou, o que é pior, precipitamos
No presto do compasso de nossa vital música
E não damos tempo ao tempo
E, desta forma, quantos arrependimentos!
Ah!Quantas almas no purgatório não estariam agora chorando!
Lamentando aos prantos suas precipitações... suas loucuras
Do que fizeram ou não... no tempo

E da paciência a que muito nos falta
Do anterior adágio a que infelizmente abandonamos
Não sabemos então esperar
Ou não quisemos esperar

Ah! Esperar!
Eis tudo o que há... Ou deveria ser!
Todavia, esperar... somente no presente tempo
O único que de fato temos:
O agora
Este significativo e inestimável instante presente
E que presente!
Nesta ilimitada caixa a que se chama universo
Neste absoluto espaço do além-tempo

Eis, então, o presente do tempo
Eis o maior presente da vida
A que tão poucos o valorizam
E destarte segue todos aqui
Às vezes apenas saudoso do que se viveu
No passado a que vive de suas saborosas lembranças
Por tantas vezes doloroso pelo o que se arrependeu

Mas, não desesperemos
Não, jamais!
Lembremos da Esperança
E creiamos nela
a esperança
A que não decepciona

Inspirado no belíssimo poema “O Tempo”, da talentosa poetisa Mardielli, daqui do Recanto das Letras.



Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 17/07/2017
Código do texto: T6057256
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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