Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

A REGRA DO AMOR

A rosa
Atraente e airosa
A que desponta em seu solo
Quanta graça!
Quanta simetria em suas formas!
Até quando?

Amar
No inexorável tempo
Apenas... uma única vez
Depois disto
Acostumar-se
Adaptar-se
Acomodar-se
Será?

Mas seria o amor a durar apenas um tempo?
Na verdade, quem sabe, um dia... uma hora... um minuto?
Ou o que deveras durou nunca fora, pois amor?

Não!
Amar verdadeiramente... somente... para sempre

Porém, poder-se-ia amar uma segunda vez?
Ou mais... do amor que pediu licença e foi embora?
(se é que pediu, e saiu sem se despedir)
Quem o assim amou?
Haveria alguém a quem por tal amor fora então, agraciado?

Amar duas vezes!
Do amor que um dia se findou (ou morreu)?
Apaixonar-se de vez em quando... por uma mesma pessoa?
A vida não tolera
O amor não permite
Qualquer um o sabe

Desta vida em que nada, em verdade, se repete:
Os encontros que se precedem
Os beijos que se dão
As cartas que se enviam e, principalmente, as que se recebem
Os suspiros que foram dados
E assim
Nada, pois, é o mesmo do que antes se fizera

Ou  falo eu da paixão e seu furor
A que eu estaria, pois trocando as bolas?
 
Ah! O amor e a paixão!
Quanta confusão, meu Deus!

Mas assim é o amor!
Embora mais forte que o ferro
Ainda que mais quente que o fogo
Todavia, não habita no passado
Nunca
Jamais
Caso o esteja
Inevitável a que se enferruja
Ou então, eis que se estragará
E forçoso será que se esfrie
Infelizmente!
Ou seria "felizmente"?
Ah, sei lá!

E destarte era aquela rosa!
Teria, pois, com o tempo murchada?
A que não encanta mais os olhos dos que a vêem?
Ou teriam eles dela enfarado?
E do antigo solo que num tempo a abrigara
Agora, quem sabe, deu lugar a outra rosa
Definitivamente
Não sei!

Mas, esta é a vida!...
Do amor... que se segue... prossegue
Quem sabe, à procura de alguém... que o mereça
Ou então, na vida... a que pede passagem
Quando não fica.... na vida de alguém

E então, eis o amar!
Apenas... no tempo presente

E assim
Eis a regra do amor
Ou sua real e única condição:
Amar... somente uma vez
E por quê?
Porque assim deve ser
Da vez que não venha a se findar... perecer...

E para sempre amar... e amar... e amar
Mas amando... sempre de verdade
E para sempre...

Da "vez" que não terá fim...
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 27/07/2017
Código do texto: T6066429
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Comentários

Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
2082 textos (34556 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/01/20 05:44)
Paulo da Cruz