Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

QUANTAS VIDAS!... QUANTA VIDA!

                      Profundo e extenso oceano
                No turbilhão de suas águas
          Quantas vidas a nele flutuar!
     Variadas formas... a ecoar em seus múltiplos movimentos
         A que incontável é nele, pois seu número
           E acima de sua superfície a percorrer o soprar dos ventos
   A murmurar sem parar o fragor das ondas... vivas e vorazes
                    Quantas vidas! Quanta vida!

                  Numa gota de chuva ou de orvalho
              Na madrugada que chora em sua estação vigente
           Quantas vidas neles inseridas!
               Pequenas... minúsculas... microscópicas...
         Mas, e o que é grandioso perante o ilimitado cosmos?
                  E o que é eterno... dentro do prazo do agora?
         Todavia, quão numerosas também são!

              Numa lágrima a escorrer do rosto
          Seja do pranto oriundo de sua intrínseca fonte
              Seja d’alegria a fecundar da nascente d’alma
          A mergulhar em suas antigas lembranças
       Quanta vida!
           Ou diria... quantas vidas!
       Até quando, pois persistirão?
           Serão eternas?

            Entre suspiros e soluços
               A se mesclarem no instante que se estende
      Da pressa a buscar pela teimosa Esperança
              Na tardança do tempo que insiste em prolongar
       Oh, expectativas e anseios a que não chegam!
                 Ou até mesmo da tortura n’agonia
         Ai, quanta amargura!
             Do que neste momento está a partir... ou fugir...
          Pelo tanto que tentou e sofreu
               Dos fatigados olhos que agora não mais choram

              E assim é...
       No Homem... tod’alma do mundo
           No mundo... tod’alma do Homem
        E todas suas experiências... n’alterância de triunfos e dores
                Obsessões e repulsas
            De uma alma verdadeiramente viva... e vivida!
 Ainda que sombra a estar-se aqui passando... na via dolorosa
              No caminho de seu calvário
          Porém, assim deve ser...
                A que não há outra forma...
Paulo da Cruz e Cássio Palhares
Enviado por Paulo da Cruz em 23/05/2018
Código do texto: T6344337
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Comentários

Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
2082 textos (34579 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/01/20 03:38)
Paulo da Cruz