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VIRGEM OLHAR

              Ao largo horizonte vivo... e tão belo!
      Pelo nebuloso colorido d’alvorada... a jamais se repetir
           (quem sabe, eis o segredo de sua magia)
             
              Peito palpitante pela imagem que o atiça
     D'alma que que canta... pel'encanto do que ela vê
E assim, atentos olhos a se deleitarem pelo fascínio do que vêem
           Todavia, somente eles
       Às vezes embriagados pelo encanto das formas
             Por vezes invadidos pelo espanto do que admiram
        Até chegar o final de seu prazo
           Ao que assim deve sempre... ser
                D'olhar que dança ao frenesi de tudo o que vê

     Ah, quão necessário faz-se estar virgem... a tudo que nos cerca
          Como tudo da primeira vez
                E sempre... virgem
     Na fecunda visão de cada instante... (que tão rápido se esvai)
   
        E destarte, faz-se preciso estar-se vivo... para vida
  (privilégio de tão poucos!... ao que diria... somente dos vivos)
   
     Todavia, talvez por misericórdia ou, quem sabe, por justiça
 A vida só permite aos olhos enxergar... apenas o que a vista suporta
          Ou, quem sabe, o que no tempo... são dignos de ver
   
                 Um dia... quem sabe, haveremos de saber!
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 24/05/2018
Código do texto: T6345603
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz