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OLHANDO, PORÉM NADA VENDO

         Rosas e orquídeas
                Tão exuberantes!
       E tão belas!
              D’alma a se encantar com seus vivos contornos
       Ao prazer de quem a elas absorto se entrega
                 E a elas se prende
          Pela magia de seus adornos... tão mística... e tão real

                         Todavia, os olhos que as contemplam
              Nem tanto as amam, como dizem... ou como pensam
                 Fascinam-se... somente com suas pétalas... e só
       Basta-se que murchem ou que suas pétalas caem
                 E já não mais as reparam
          E delas se esquecem

           Quem de fato ama... vai sempre além... do tempo
                 E vê... bem mais longe
            Muito mais...

                 As rosas... e as  orquídeas
                          Quando despetaladas e murchas
         Dos olhos que não mais as reparam
                E destarte só as perceberam quando vigorosas estavam
        E quando agora não mais assim se encontram
                  Voltam sua vista para outras
            Até, pois estas também despetalarem... e murcharem
                   Do coração que já então não mais palpita
    E de luto se veste pela morte da beleza...
                   Das rosas... e das orquídeas
        E não tanto de suas formas
                  Que triste!

                     E assim, não enxergam então a essência
            Visto que essencialmente não vêem


Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 05/06/2018
Reeditado em 05/06/2018
Código do texto: T6356204
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz