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FILHOS PRÓDIGOS DO TEMPO

    Quem coragem teria nest'exílio a ir d'encontro a si próprio,
        ... com suas mãos vazias a arder neste tempo em fúria?
 E assim a tudo resistir... ao suor que lhe sangra a alma?

    Aos que passam no caminho e devorados são na inocência d'outrora
 Oh! não são mais os mesmos d'antes!
       Decerto que não
    Da infância que se tornou cinza e pó e varrida foi pelo tempo

  Ah, quem dera se pudéssemos sentir aquele primeiro sopro
    ...que um dia em nós inspirou!

      E assim, nest'ínstante eis que me pergunto:
"Que fazes ó alma
  ... a que atada e corrompida s'encontra, pois devorada pelo mundo?"
    Vem, e fujas de tuas torpes sombras... sem hesitar... e sem medo
       A ti que tão distante de sua real morada estás agora
   Em tal grau afastada da verdade...
      E tão próxima de suas torpezas e mentiras
    As quais tanto as amas
       Que loucura!

     Ai! rogai a Deus que compadeças de tua miséria
 E que lembres que sendo Ele teu pai
     Rico e abastado és então em su'essência

        Oh! que jamais disto t'esqueças:
    Não! não és pobre... ainda que tu o creias ser!


                      *********************

                         30 de janeiro de 2019
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 30/01/2019
Código do texto: T6562872
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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