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MALDITO PROTELAR-SE

   E quando menos s'esperava, conduzida hoje foi para o necrotério
 Aquela que deambulando e confiante fora ontem para o bloco cirúrgico!
Oh! Por essa ninguém contava! Nem a família, muito menos ela própria

   Aleatórios passos a que se marcham... não sei par'aonde
 E mais se quedam do que se seguem... ou vão
      E destarte caminham... em vão!
Ó miseráveis mortais deste prazo pelo que se seguram em mil mentiras!
   Ao que s'enganam nas falsas âncoras desta breve vida!
 E se'extraviam na perdição do que os encanta e afaga a visão

       Ah! quando, pois abrireis seus torpes olhos?
    E quem lhes ensinou a fugir de seu maior destino?
 A que tolamente adestrados se seguem...
     Sob o comando das vazias vozes deste prazo... vil e insano
  E, subordinados às mesmas tanto se recolhem!
(ao que nem sequer se percebem que para o matadouro s'encaminham!)

     E assim, o qu'eu direi a quem comigo anda?
 Oh! Não deixes par'amanhã o que deixastes de fazer... a vida inteira:
       Ser feliz!
  Da felicidade qu'em tal grau se protela e, portanto se adia
    A acreditar-se, quem sabe, haver sempre "um amanhã" que virá
     (ai! maldita presunção ao que se tem por certo... o futuro incerto!)
 E portanto, qu'então a aguarde (em nome de seu nefasto credo)!

     Mas, quando na verdade, não verás, um dia, uma nov'alvorada
  Como a que vistes no presente dia ou mesmo ontem
      E será que tal dia não será, quiçá, amanhã?

 Oh! E quem te garantes que verás o ocaso deste dia a que hoje vives?


                   
                              ***********************

                                   28 de junho de 2019






Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 28/06/2019
Código do texto: T6683560
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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