Velho rabugento

Velho rabugento (José Carlos de Bom Sucesso – Academia Lavrense de Letras)

Lá vem o Velho Rabugento

Que implica até com o vento.

Sempre está de cara feia

E não usa meia.

Dá aos ouvidos à intriga

E gosta bem de uma briga.

Não sorri para a vida

Nem mesmo por uma carta lida

Na esquina da praça.

Para ele, não tem graça.

Sempre pensa em chegar primeiro

No banco, para pegar o dinheiro.

Anda mal vestido

Das ideias está banido.

De espírito, ainda é pobre,

Porém pensa ser nobre

Com o dinheiro a emprestar.

Se não houver pagamento, ele pensa em brigar.

Assim vai levando a vida

De cara fechada e destemida.

O Velho Rabugento está sentado à praça

Pensa ser a vida sem graça.

JOSÉ CARLOS DE BOM SUCESSO
Enviado por JOSÉ CARLOS DE BOM SUCESSO em 02/05/2021
Reeditado em 02/05/2021
Código do texto: T7246329
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