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ABORTO CELESTE

                                 

Sinto-me frio e inerte em meio ao furacão de minha vida, nem mesmo os solavancos de meu destino despertam-me, e aquele doce e incansável sussurro que sopra aos ouvidos de m’alma sempre que me vejo nas mãos daqueles que teimam em me levantar.
Hoje, porém, faz tanto frio, e é aquele mesmo frio árduo e aconchegante que insiste em vir brindar comigo minhas angustias e meus medos. Justo eu com tanta paixão e fulgor em meu ser, cansado de to be or not be exausto de tentar achar-me mergulhando cada vez mais fundo em meus devaneios, caminhando sempre a margem da loucura e da razão.
 Procurando respostas e acalento aos que me viram as costas quando mais necessito. Estou farto de oferecer a outra face, chega de satisfazer-me com migalhas.
Preciso virar este jogo onde quem perde é só eu, quero ser a mão que espera ansiosa o momento de agir.
Quero a mesma sorte ou o mesmo azar daquele dentre milhões fecundara o óvulo.
roge
Enviado por roge em 12/02/2007
Código do texto: T378872

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Sobre o autor
roge
Anápolis - Goiás - Brasil, 37 anos
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roge