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Insana vida de fadiga

Vida, vida...
Que fadiga
Que dá esta vida insana
Um dizendo que odeia
Outro a dizer que ama

Um a reclamar do trabalho
Alegando ser muito chato
Enquanto outro implora
Sem ter comida no prato

Estranha,
Estranha vida...
Onde tudo se revela

Um feliz sobrevivente
Da chacina na favela.
Um traficante de entorpecente
Querendo acabar com ela.

Louca!
Louca vida...
Que de louca não tem nada
Teatro de um mundo inteiro
Atores embriagados
Pessoas desordenadas

Matando-se sem sentido
Choram e se desgastam
A Deus fazem pedidos
De uma vida de bonança
Lembrança de um mundo perdido.

Reclamam até do cheiro
Do ar que em vão respiram
Guardam e querem riquezas
Desejam o que nunca viram.

- Mas como pode desta vida
Louca, estranha e de fadiga -
Alguém levar consigo o pão
Que um outro homem mendiga

Mas a quem revelar minha prece?
Será que grito, ou falo baixo?
Pois sou o mais louco e estranho
E nesta vida de fadiga
- onde será que me encaixo?-


Moisés Lopes
Enviado por Moisés Lopes em 16/02/2007
Reeditado em 16/02/2007
Código do texto: T383047
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Moisés Lopes
Curitiba - Paraná - Brasil, 36 anos
305 textos (13737 leituras)
2 áudios (143 audições)
1 e-livros (71 leituras)
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