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PAU-DE-ARARA

Vinha de lugares um tanto remotos...
No bolso trazia apenas uma foto.
Não tinha eira...nem tinha beira,
Nos pés trazia apenas frieiras!
Também sofria de muita azia,
Comia somente uma vez por dia.
E como doía a barriga vazia!
A tênue tez da frágil menina,
Rogava um pouquinho de hemoglobina.
E quando sentia torporoso sono...
Dormia nos braços do seu abandono.
Jamais tivera um branco lençol,
Então se aquecia ao calor do sol...
No corpo trazia as marcas da estrada,
Perebas e feridas todas infectadas!
Um dia,nas luzes da grande cidade...
Sentiu tontura...esmoreceu de vontades!
Tirou a foto franzina do bolso,
Sentiu saudades...feneceu de desgosto.
Então decidiu...cerrou as cortinas!
E voltou cabisbaixa para a dura sina.
MAVI
Enviado por MAVI em 01/03/2007
Reeditado em 01/03/2007
Código do texto: T397207


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Sobre a autora
MAVI
São Paulo - São Paulo - Brasil, 60 anos
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