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Quarentena



Não faz nem uma semana
os vultos querem conversar
respirar luz e sentir o ar
os vultos querem me levar




Enclausurado como um animal
recebendo tratamento de bicho
Cães rafeiros hidrofóbicos
vagabundos comedores de lixo




A nação unida pela fraternidade
deixa-nos morrer na sarjeta,
enquanto Ratos mascarados
vivem da nossa gorjeta




A roda gigante não pode parar
ou os Ratos entrarão em loucura
caso estejam aqui embaixo
sofrendo da mesma tortura




Hospital com nome de cientista
rotina tranquila de Ratos nojentos
se escondendo atrás da minoria
evitando os Cachorros pulguentos




Tenho delírios com a sociedade
residindo em total harmonia
sem perceber, vou perecendo
aos sussurros de voz macia




Inferno de paredes brancas
o silêncio quase ensurdecedor
a multidão saqueando mercados
o sentimento desesperador




No espelho, há um vulto embaçado
sibilando para eu me salvar
me ver livre dos Ratos aprumados
preparados para nos matar.
Augusto Trivo
Enviado por Augusto Trivo em 26/03/2020
Código do texto: T6897675
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Augusto Trivo
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 16 anos
19 textos (372 leituras)
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Augusto Trivo