NEGRITUDES

A cor da minha pele não diz quem sou

Quanto tenho no bolso não diz quem sou

Como me visto não diz também quem eu sou

Nem quanto “l’argent” tenho no banco também não

Ontem escravizado

Pelo Senhores dos Engenhos nas senzalas

Hoje escravizado

Pelo sistema opressor estrutural das favelas

Ontem escravizado

Lágrimas, Suor e Sangue

E o chicote dilacerando meu corpo

Ardendo, queimando, doendo mais a alma

Hoje falsa liberdade

Discriminação e preconceitos velados

Impondo um “apartheid” social.

A cor da minha pele não diz quem eu sou

Minha alma transparente não tem cor

Ou se tem com certeza é colorida multicor

E o preto também tem seu valor

Lutar ainda é preciso para a paz social

Lutar ainda é preciso quando a cor da pele

Discrimina, Segrega, Maltrata, Mata.

Resistir para se fazer simplesmente existir.

Racismo, Preconceitos, Discriminação Não!

Toda vida humana importam.

Jô Pessanha
Enviado por Jô Pessanha em 20/11/2020
Reeditado em 22/11/2020
Código do texto: T7116045
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