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Versos do sofrer

a dor
urge que a tenha sempre à mão
quando em vontade
se arquitete a desnecessidade
da razão

e sofro de mim
quando entristeço
coisa que não seja tal
e que nem seja tanto
quanto pareça

e consumo a mágoa
como tentativa
de me dizer não eu
desconstruindo a vida

sofro
com a compleição e o jeito
de restar de mim
aquilo que não devo

e no que não devo
há sempre o mêdo
de não me sobrar no sonho
que consumo
e em que não creio

sofro
como a circunstância
que sofre de mim
a perseverança

e no que não creio
já me permito
ter da razão
algum indício triste
Aurélio Aquino
Enviado por Aurélio Aquino em 15/01/2006
Reeditado em 10/09/2009
Código do texto: T99239
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Aurélio Aquino
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 69 anos
409 textos (14916 leituras)
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Aurélio Aquino