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Ao Apontar O Dedo

AO APONTAR O DEDO

Comparsa destes silêncios,
fala por si - em manifesto -
Condena e é condenado
acenando o mesmo gesto.
Sua imagem, quem já viu
- em meio a remorso e medo -
sbe que não há retorno
depois que se aponta o dedo.

Já foi ordem de combate
- mesmo contra o coração -
e sentença na chibata
pra o açoite de um irmão.
Tem junto ao ego, a morada
e só crê na sua verdade...
Mas quem muito aponta o dedo,
sofrena a própria humildade.

Diante aos olhos é tal corte
de uma faca de bom fio...
Demonstrando, neste gesto,
alguém de peito vazio.
Quem profere, pouco sabe
que ao repetir este feito,
o dedo que culpa um outro,
aponta os próprios defeitos!

Tem por sina ser malgrado
para a opinião que se opor.
...Acusa sem dar ouvidos,
machuca e não nota a dor!
Desde sempre é gesto errante,
pois, na injustiça da cruz,
o mesmo dedo apontado
fez prisioneiro, Jesus.

Quando perde sua razão,
é vencido e, já tombado,
percebe que não tem força
diante à um caráter formado.
Só então será perdão
- disfarçado em seus segredos -
e aprende a estender a mão
antes de apontar o dedo!
Matheus Costa Borges
Enviado por Matheus Costa Borges em 11/04/2019
Código do texto: T6620872
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Matheus Costa Borges
Dom Pedrito - Rio Grande do Sul - Brasil, 24 anos
20 textos (1296 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/11/19 16:29)
Matheus Costa Borges