Devorei-te!

Lambi o vento que redopiava no espaço inocente e húmido

dos gemidos de um silêncio indescritível abundante de palavras

soletradas entre o volume dos seios e a intransigência dos orgasmos.

Encostei as faces rosadas entre as pernas tremulas e molhadas,

e escutei as manadas de cavalos galopando nos campos de flor de giesta,

Os rápidos espumosos dos rios imaginários, nos espasmos lácteos.

Meu desejo devorou a fome que envolvia das tuas ancas à alma.

Sessenta e Nove Sugestões Poeticas
Enviado por Sessenta e Nove Sugestões Poeticas em 22/03/2019
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