"VOLTANDO PRAS CASAS"

Encurto a distância vou pelos atalhos,

em direção das casas, louco pra chegar,

Vem a madrugada vejo a lua prateada,

E a estrela boieira sempre a me guiar.

Quando amanhece escuto a passarada,

fazendo um trinado para me saudar...

Olho no horizonte, agora falta pouco...

No rancho uma linda flor está a esperar.

Meu zaino de lei, marcha com aprumo,

sabe que a viagem está chegando ao fim...

Na mala de garupa um vestido de seda,

para enfeitar a prenda do meu jardim.

Avisto a fumaça na chaminé do rancho,

A água já está quente, para o chimarrão,

Debruçada na porteira minha prendinha,

Sorri me acenando e chorando de emoção.

Num abraço caloroso e um beijo ardente,

Os olhos falam o que o coração sente...

Neste puro amor, rodilhado de espera...

Nossa casa é a extensão da alma da gente.

Por mais que precise andar distante...

O melhor sempre é na hora de voltar,

Um coração depois que aquerenciado,

Faz de tudo "pras casas" poder regressar.

WILSON FONSECA
Enviado por WILSON FONSECA em 28/05/2015
Código do texto: T5258590
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