Escuta só um pouquinho

O ar quente que paira

É reflexo da quentura humana

Do ar frio que entrou

E saiu humanizado

Os dentes cariados

São reflexo do humano

Que subtrai do vegetal

O mais plúrido viscoso

Os gases que emanamos

São fedorentos e quentinhos

Quando cheirados e sentidos

Quentura e fedor

O bafo do carnívoro

É sujo e carnal

Do homem que precisou

Matar para comer

E o vegetariano

Que pensa que é bom

Come folha e mato

E se acha superior

E os europeus?

Que pensam dessa gentalha

Americanos imundos

Fast food de porcarias

Então saiam pelas ruas

Seus porcos imundos!

E liguem para seu superior

Mas não esperem serem atendidos

Sabe porquê?

o call Center dos céus

está ocupado

e Deus, está de férias

Há, há, há, há

Seus imundos e podres da desgraça

Pensam que são superior

E fazem mais desgraça!

Eu por mim desisti

Sou gente, isso sei

Mas infelizmente, também sei

Sou humano igual a vocês

Não cuspo no prato que comi

E ainda continuo a comer

Mas e vocês? O que fazem?

Lêem este poema?

Pensam que são gente!?