LEVEZA

No silêncio de nossas bocas

sua palavra me chega:

completa, precisa, correta.

Como um som que aconchega,

embriaga, desperta.

E acende pensamentos

que não censuro ou condeno.

E absorta, saboreio

estes pecados pequenos

cujos sons há muito não ousava.

Sons propícios,

que tudo dizem em silêncio,

que criam vício

e feitos pra quem se joga

sem medo do precipício,

sem tentar medir o risco,

sem preocupar-se com o laço.

Deixemos durar este abraço.

Pelo bem que ele faz,

pela paz que ele nos traz,

pela esperança fincada

no centro de sua existência,

pelo quê de bonança,

por sua simples presença.

Depois de ler seus sons,

suporto minha rotina.

Do calor da sua boca

chegam palavras sem grafia.

E eu entendo todas.

Ganhou leveza o meu dia...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 10/04/2005
Código do texto: T10649
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