PRECE

Horas medrosas, horas pusilânimes!

Tristes vestais das minhas noites claras;

Brisas dos sonhos, minhas aves raras;

Ternas amigas, plácidas, equânimes...

Horas teimosas, horas pusilânimes.

Cantando vais, galhardas, zombeteiras,

Os meus pesares, dores, choradeiras;

Harmoniosas, céleres, unânimes.

Horas brumosas, horas pusilânimes...

Quero viver plangendo rimas, versos,

Até que vós, espíritos dispersos,

Caleis as liras pálidas, exânimes...

Valdez de Oliveira Cavalcanti
Enviado por Valdez de Oliveira Cavalcanti em 17/11/2004
Código do texto: T113