FUI

Amei sem saber quanto amava,

chorei sem ver que chorava,

fui sem saber onde estava.

Fugi sem saber onde ia,

parti sem saber que partia,

doeu e eu não vi que doía.

Fiquei sem cachorro na mata,

perdi muito ouro por lata,

já fui jóia rara um dia,

da noite pro dia, sucata.

Falei sem saber o quê,

corri sem saber de quê,

razão de tudo, cadê?

Fiz o que não queria,

Desdisse o que não sentia,

senti dor que não devia,

mudei o rumo em que ia.

Agora é tocar a bola,

fazer a lição da escola,

passar de ano sem cola.

Seguir o rumo que vejo,

fazer o que é meu desejo,

botar amor no meu beijo,

macarrão, só com queijo...

Nada de meia-verdade,

nada de cara-metade,

nada de pouca vontade.

Secar a torneira que sangra,

tirar de dentro esta zanga,

se é praia, vou de tanga.

Já foi, já era, já fui

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 19/04/2005
Código do texto: T12128
Copyright © 2005. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.