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Dedilhando...

Angélica T. Almstadter
 
 
Sem retoques dedilho no meu violão
A canção que nem pautas mais tem
Saem aflitas, ardendo como vulcão
Da mão que a conhecem como ninguém
 
Plangente  meu canto que sai abafado
Crivado de angústias do peito carente
Pungente de dor se arrasta num fado
Mariado insiste nesse tanger demente
 
Meu canto entoado faz secretas juras
Puras, nascem como oração de ateu
No breu das muitas noites sem censuras
 
Embriagado, por ti ele se derrama lento
Sedento amor meu, por teu orvalhado
Pecado de doçura...todo meu intento
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 23/04/2005
Código do texto: T12625
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
1119 textos (65649 leituras)
25 áudios (3317 audições)
1 e-livros (254 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/21 06:14)
Angélica Teresa  Faiz Almstadter