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ÁRIA GAIA

Hoje dilatei a cabeça
Desconsiderei a mesa
E me sentei no chão

Que já estava lá
Onde devia estar
Ao alcance da mão

Feliz feito formiga
Que anda em fila e não briga
Me deitei no marrom

Levei um susto tão bruto
Por escutar o oculto
Da Terra, coração

Batia calmo e assustado
Por eu ter me chegado
Quase como intromissão

Num plano de aceitação pura
Relevou minha postura
Fez-me feto da emoção

Descansei cada neurônio
Feito réptil quelônio
Pus-me em calma absorção

Repassei pela memória
Desde feto até a história
Nessa humana condição

Um vivente de elementos
Deu-se-me todo por dentro
Periódica tensão

Envolvido e acordado
Encolhido e abraçado
Do Universo a solidão

Vi que nunca existira
Nessa teia que se inspira
Em clara interligação

Vozes de antigas eras
Pelos tímpanos vieram
e tocaram-me as mãos

E por elas fiz a lúdica
desrazão da minha música
tornar-se humana canção

Ao compor a ária-esfera
Que se chama Gaia-Terra
Do início à criação

E ali em berço morno
Completei o meu retorno
Ao principio da explosão.


Preto Moreno
21/03/2006

















Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 21/03/2006
Código do texto: T126308


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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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