INSINUANTE

Eu tento com minha voz,

lâmina do avesso,

cortar a prata do finito

que se faz nuvem aos meus olhos,

seda aos meus toques,

alfombra para meu repouso.

Tento em vão, bem sei,

mas não esmoreço.

Um dia, quem sabe,

um eco se fará infinito...

Otávio Coral
Enviado por Otávio Coral em 23/04/2005
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