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MURMÚRIOS ÍNTIMOS

Jamais pensei cantar
a nudez da hora íntima.
Pois, na hora íntima, todos os silêncios fazem algazarra
e a cumplicidade dos olhos extasiados, em mudez,
complementa-se, mesmo sem fala,
ao desnudarmos a roupa precária
da incredibilidade do momento encantado
quando, nus, ardemos de felicidade!

Quanta abundância de seios pequenos inquietos
perdidos nos lábios que balbuciam o gozo vindo
da sua boca antropofágica a consumir
e a lamber o meu peito arreganhado
até comer essa paixão de coração.

Quanta fartura de pés e mãos na festa dos laços
das pernas, dos braços nascidos sem dia exato
onde, de presente, só o contentamento
provoca arrepios bem contemplativos
pela nudez sem data de aniversário.

Os toques, sem maledicências, provocaram chuvas, torrentes
que vêem o embelezamento da alma nascente no corpo errante
onde deságuam entre dedos os rios para o caminho dos oceanos
que explodem num encantado mar de coxas, submergido os pelos
pelas enxurradas a brincar de chuá-chuá, ilhando a borda desse leito
acamado pela da chuva que cai incomodada pelas goteiras deste teto
afogado em calhas, murmúrios da hora íntima, que jamais hei de cantar!.

Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 27/04/2005
Código do texto: T13256
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho