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Estradinha
(para Tonicato)

 
Pare o carro! Agora!
Tá vendo, lá?
Lá está ela, me esperando.
Veja como se deita sob meus pés
oferecida...
Parece que sabe
que sou traída pelos olhos,
atraída por atalhos.
 
Olha!
Olha como se insinua,
despida, descalça,
cheia de curvas
margeadas de beijos brejeiros.
(Ah! se fosse minha,
eu mandava, eu mandava ladrilhar...)
 
E lá vai ela rebolando,
provocante,
ao encontro do horizonte.
(Alí na frente, ela entra um riacho,
pra se refrescar)
 
Morro de ciúmes
quando ela abraça aquele morro
fingindo se enamorar.
E quase me mata de susto
quando some atrás daquele arbusto
brincando de se esconder.
 
Ah! estradinha de terra...
Não corra! Me espera! Não vou demorar.
 
Hora dessas,
descalço esses sapatos
abandono esse asfalto
e fujo contigo pro mato.
 
(Marilda Confortin)

Marilda Confortin
Enviado por Marilda Confortin em 13/12/2008
Reeditado em 13/12/2008
Código do texto: T1334178

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Sobre a autora
Marilda Confortin
Curitiba - Paraná - Brasil
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Marilda Confortin