QUERO. E QUERO AGORA.

Enquanto espero

que o dígito carrasco do relógio

se resolva a dar um passo,

que o dia mude no calendário

e você volte ao cenário,

sigo ensandecida.

Que sei eu

de esperar por você?

Quero e quero agora.

Cadê as florestas,

as trilhas entre teus pêlos

para embrenhar meus dedos?

Onde as montanhas do teu peito

pra fazer rappel sem medo do tombo?

O que é feito das tuas coxas

em meio as quais adoro deslizar

feito canoa em corredeira?

Meu negócio é esporte radical.

Esperar? Não sei nada disso.

Sobra ir escorregando

na cachoeira entre minhas pernas.

And here I go again...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 30/04/2005
Código do texto: T13883
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