DENTRO. MUITO DENTRO.

É um suave,

um quase nada

o toque que me deflora.

Que toca sem resvalar,

um aqui, um agora,

um ainda não estar.

É o suave,

o nem tocar,

um hálito quente

apenas pressente a pele.

Agita, excita.

Impele.

O toque que me penetra

não é a espada em riste,

ou a faca que rasga,

a seta:

antes o quase,

o ainda,

a fala incerta.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 02/05/2005
Código do texto: T14256
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