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ACIMA E ABAIXO

Acima e abaixo da égua em dor
nada há senão o vazio em gás hélio
como se houvesse um múltiplo professor
das estrelas gregas e conhecimento aristotélico.

Da ciência de se discutir e em tudo ver à volta
há o gnomo do romance entre o físico e o mais tarde
tal um pouso de reconhecimento numa retorta
em tempos medievais em que Joana tosta a carne.

Agora já se sabe: O que passou fica 'trás da montanha
do corpo absoluto onde houve aquela batalha
entre a estremecente luz que mostra ou acanha
e o desvario do canto rouxínico e a triste gralha.

Fim da curva do tempo ora agora em expansão
quando o trem passa duas pessoas sentadas
olham para o ponto confuso que é o coração
absurdo que se bate dentro das palavras.

Agora já se sabe: Dê-me sua mão e caminharemos
sobre pontes suspensas entre delícias e logros
e mais do que nunca juntos haveremos
de almoçar e jantar à mesa dos lobos.

Da ciência de se saber o teor do que pensamos
há o fim de si mesma e a nova lei se ergue vasta
tal prisma em caleidoscópio que já usamos
em tempo hodierno e humana idade lassa.

Acima e abaixo do trópico tóxico capital
nada há senão o longo branco braço de fio reluzente
que em cordas quase invisíveis estende o animal
em busca do primevo instante bem antes do ente.


Preto Moreno











Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 29/04/2006
Código do texto: T147332


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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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