PROMÍSCUA

Quando me comes com teus olhos de menino pidão

Prazerosamente, deixo-me comprazer;

Se o calor obsceno domina minh'alma

Sinto o corpo entorpecer.

Tu me enlouqueces quando sopras um beijo inocente

Quando se faz de ausente, respiro a acidez do teu cheiro;

Meu olhar indiscreto desnuda um desejo cúmplice

Te possuo de corpo inteiro.

Quando a noite cai, invades meus sonhos

Desatinada e trôpega me deixo possuir;

Se teus úmidos lábios besuntam meu corpo

Do teu, sorvo licor e perfume.

Antonio Virgilio Andrade
Enviado por Antonio Virgilio Andrade em 05/05/2006
Código do texto: T150941