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Le balayeur

Seja Zé, ou seja Mané,
É sempre Fulano de tal.
E como tal é uma massa,
Sem rosto, sem vêz,
Que leva o mundo nas costas.
Enquanto me preocupo,
Com o arsenal de palavras,
Pra descrever as mazelas do Zé,
Este varre nossa sujeira,
Para bem longe de nosso nojo.
E como somos nojentos....
Há quem diga que a vida é ruim.
Mas que ser um Zé é muito pior,
Que a própria vida sem graça.
Mas nós fazemos a porcaria,
E é o Zé quem limpa.
Nessa história toda,
Quem é mais digno?
EDUARDO PAIXÃO
Enviado por EDUARDO PAIXÃO em 11/05/2006
Código do texto: T154224

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Sobre o autor
EDUARDO PAIXÃO
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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EDUARDO PAIXÃO