COM GOSTO DE SAL (não sei ser doce)

A palavra não me pertence.

Ela sou eu

e eu, apenas seu instrumento.

Nada.

Não a escrevo com tinta.

Mas com lágrima.

Chorada ou não.

Minha ou emprestada.

Não importa.

Se não gosta de sal,

ou me quer açucarada,

não me lamba com seus olhos.

E feche a porta.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 08/05/2005
Código do texto: T15639
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