burgo

o burgo é uma selva onde me perco

as criaturas– outrora formigas – são agora gigantes

a atropelarem os meus sumptuosos momentos

não me sinto livre

não me sinto ave a rasgar o azul

a tanger as estrelas

sei-o nos meus monólogos eloquentes

escadaria dos meus horizontes

soltar-me

ser ave

renegar a gaiola

infrutuosos suspiros de mim

lunapensativa
Enviado por lunapensativa em 08/05/2005
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