Quanto tempo passou...

Quanto tempo passou

Para se ler assim

O fogo de tantas mazelas

Algo que se fez Augusto

Para rifar sequelas dos anjos

A vida passa passageira

Naquilo que decanta o corpo

Ávidas como neblinas, ar etrusco

Sem a chamada “pax” que salta

Na fina folha que pintou romano

Algas de outras Ilhas

Arcos que modelam outra “ars”

Passantes de métrica linguagem

Outra fita, gritos possantes

Outra nau dos desesperados

No que baila a noite, líquidos tardios

Doutras terras menos gentis

Mais uma passagem, olhai, é o tempo

Vagados pela areia em farto destino

O que se espaira, luz, beco, uma fumaça.

Peixão89

Peixão
Enviado por Peixão em 10/05/2005
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