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O que fazer?

Nem sempre a resposta vem
na hora da dúvida,
quando a inquietação
toma conta da alma
e as interrogações
incomodam o sono,
deixando no coração
resquícios de abandono,
como se o mesmo já
fosse um terreno baldio,
sem lembranças,
sem amores,
sem sonhos.

Nem todo dia
o sorriso nasce facilmente
iluminando o rosto,
afugentando o desgosto,
alimentando a vida.

Às vezes bate a saudade
da gente,
assim de repente,
de algo indefinido.
É um querer-estar-consigo,
longe do olhar do outro,
para que o sentimento
não seja exposto
à faca afiada da maldade
alheia.

E por mais que se creia
nas intenções boas,
e que a fé seja
uma companheira,
vem o tempo da desconfiança,
onde a paz,
por mais que tente,
não alcança.

E o que fazer neste
instante sombrio?
Como entender o vazio
que surge sem hora marcada,
deixando um quê de tristeza,
tornando a emoção encolhida
que nem fruta já passada?

São sinuosos os caminhos
a percorrer.
Em cada ponto de parada,
o que se encontra,
o que se vê,
nem sempre é flor,
é cor, é sabor.
A cada sonho partido,
a cada abraço rompido,
um pouco de desilusão
ocupa espaço,
que aos poucos pode
se apossar do coração,
que antes era prenhe
de todo amor do mundo.

Não sei o que fazer não,
neste momento
de nostalgia,
mas sei que passa.
Ahhhhhhhhhhhhhhhh
como passa,
e amanhã será outro dia.
amarilia
Enviado por amarilia em 30/05/2009
Código do texto: T1622792

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Sobre a autora
amarilia
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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amarilia