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Ode a um grande amigo

Ode a um grande amigo

Não tens os braços forte da aurora
tampouco a garra do meio dia
és feito de preguiça e melancolia
como as mais belas flores sempre são

Não tens no peito a impavidez
que os guerreiros ostentam no fronte
mas trazes nas mãos horizontes de consolos
para os amores que o tempo levou

Não és bom com as palavras,tambem não és poeta
nem trazes a poesia das mulheres no olhar
mas tens a força inexprimivel do sorriso nos labios
e inspiras o sentimento de alegria da tarde

Não és bom de bola,nem sabes discutir politica
mas carregas na ponta da lingua
um alfarrabio de piadas escondido
que obnubila qualquer falha de formação

Não tens cargos publicos valiosos
e és vagabundo como o primeiro minuto da madrugada.

Não és nada.
Pareces ter sido feito pra ser amigo
para escutar e dar conselhos
para amar os nossos amores e sonhos vãos

Não és nada alem de um grande amigo
por quem tenho ciumes e abraços guardados
e que deixa sempre a impressão
de que viver sozinho nem sempre é tão ruim
e que a solidão as vezes é uma benção celestial...

Escrevi antes um belo soneto
mas diante dos olhos curiosos das pessoas da mesa
Guardei-o no bolso surrado
e me fingi de bravo e insensível
cuspi no chão e arrotei alto
Falei sobre as ultimas novidades do jiu-jitsu
e ate aproveitei para levantar
 e mostrar a eficiencia de uma gravata bem dada.

Mas chega da vergonha de cantar o amor fraterno
é hora de dedicar-te esta ode
Amigo,irmão,pai nas horas decadentes
roubar-te-ei uma estrela cadente
e com o perdão das minhas eternas amadas
deixarei a teu encargo o pedido que te agrada.
Tito Livio Lisboa
Enviado por Tito Livio Lisboa em 10/06/2009
Código do texto: T1641319

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Sobre o autor
Tito Livio Lisboa
Recife - Pernambuco - Brasil, 34 anos
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Tito Livio Lisboa