Garganta

Angélica T. Almstadter

As poesias que deixei no teu colo

Sorriram...ah essas meninas vadias

Saltaram dos teus olhos pelo solo

Caindo como pétalas frias

Como menina que sonha

Sob a luz do abajour acesa

Bebi sem ti...a noite tristonha

Calada...perdida...indefesa

A poesia presa na garganta

Trancou a fala...secou o sorriso

Quando a inspiração já era tanta

Beirando a loucura se preciso

O beijo resvalado pela fresta

Entrou e fez morada na tua boca

Passou a noite fazendo seresta

E como a hora ficou pouca

E a paixão cada dia mais explícita

Toda urgência ficou rouca...

Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 15/05/2005
Código do texto: T17161
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