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Garganta

Angélica T. Almstadter

As poesias que deixei no teu colo
Sorriram...ah essas meninas vadias
 Saltaram dos teus olhos pelo solo
Caindo como pétalas frias
 
Como menina que sonha
 Sob a luz do abajour acesa
Bebi sem ti...a noite tristonha
Calada...perdida...indefesa
 
A poesia  presa na garganta
Trancou a fala...secou o sorriso
Quando a inspiração já era tanta
Beirando a loucura se preciso
 
O beijo resvalado pela fresta
Entrou e fez morada na tua boca
Passou a noite fazendo seresta
 
E como a hora ficou pouca
E a paixão cada dia mais explícita
Toda urgência ficou rouca...
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 15/05/2005
Código do texto: T17161
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
1119 textos (65540 leituras)
25 áudios (3317 audições)
1 e-livros (254 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/08/21 05:33)
Angélica Teresa  Faiz Almstadter