SEXO DE ROTINA

Virou rotina,

não que de tédio

contamina.

Noite sim

você me diz

está tarde,

amanhã trabalho,

eu me calo.

E você olha

pedindo que eu discorde.

E lá vai sua mão ao trabalho.

E lá se vão duas horas.

Dia não

eu te repito

que amanhã é dia de trampo,

melhor ficar no meu canto.

Mas puxo os seus olhos de céu

e esparramo pelo meu corpo.

Sei que eles acordam

as outras partes do teu

e lá se vão mais duas horas.

Dia sim, dia não,

pernas, olhos, bocas,

que gente passada de louca

que não sabe dizer não...

E olha com ar de desdém

pras agitações do mundo,

os compromissos da agenda,

que pensam que intervêm,

que podem até dar um jeito

de atrapalhar e não deixar

que a gente se queira direito...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 21/05/2005
Código do texto: T18728
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