PASSANDO RECIBOS

Passei recibo de medrosa

da primeira vez que você veio.

Vi riscos em todos os cantos

e tentei riscar você do meio.

Você balançou mas não caiu.

Tomou da borracha

e riscou os riscos que eu fiz.

Passei recibo de covarde

na segunda vez que se ofertou.

Tive medo da tempestade

e me escondi dentro de casa.

Você tinha fé nos sonhos

e acabou me dando asas.

Passei recibo de burra

na terceira vez que se deu.

Achei que o presente era muito,

que não podia ser meu.

Agora não passo recibo

de coisa nenhuma.

Quem não te solta sou eu.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 22/05/2005
Código do texto: T18840
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