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O Dono do Vento

Que lavrem o livro da vida
e façam no pouco de minha
caminhada um ardor de trilhas,
uma árdua lavratura;
de duas canetas, um escrivão
e uma mulher de somente chegadas.

Que ouçam os sábios do amor
perdido:
em algum lugar,
semeei o vento
e com a párvula do
menestrel sem asas,
fui desaminado
pelos donos do tempo.

Hoje uso avental, sirvo à mesa,
desfaço manchas e sou destro.
Que lavrem o livro da vida,
mas me deixem só, de resto!

Meu princípio já é o fim:
cheios de nódoas de querer,
ultrapasso o tempo
e festejo derrotas,
na abóboda dos de repentes!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 11/07/2006
Código do texto: T191612
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel

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