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Submissão

Destravo os inequívocos cochichos,
Vazados nos hiatos que pressupõe;
De nós e das ausências colocadas na balança.
Não presto conta dos caprichos,
Que se amalgamam mais do se supõe,
Essa espera que nunca se cansa,
De mãos atadas no silêncio da noite,
Cubro a pele de conhecido vestígio,
Nem o tempo nem a ameaça do açoite,
Embaçam o brilho da esperança venturosa.
Caçada no vácuo do pretenso caudílio,
Sucumbe a sombra que circunscreve a nebulosa;
Para dar vida a vitória da rainha louca,
Que a guarda restrita dentro da boca.
 
Não existe culpa, não existe pecado,
O engodo da fala que se exaspera,
Tece sua própria teia, carrega fardos e dor,
E nunca sobrevive além do próprio enfado,
Não conhece a legitimidade sincera,
Pois mal se informou da aventura do amor.
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Faiz Almstadter em 27/05/2005
Código do texto: T20165
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Angélica Teresa Faiz Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
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Angélica Teresa  Faiz Almstadter