VISÃO DA CHUVA

Olho a chuva que cai

Uma visão que me aperta, me alerta

Uma coisa esquisita, como se fossem

Vidas que há muito se foram

E voltam para uma visita.

Vidas que saciam um espírito solitário

Vidas transformadas em gotas reedificantes

Alucinado pela imagem de uma eternidade mutante

Deixo a chuva crescer em meus sonhos

Lembrar invisíveis amigos que fiz ,

presentes na minha história.

Vejo a chuva não mais como chuva

Como corrente indestrutível, elos de uma lembrança.

Viajando na solidão de uma manhã chuvosa

Percorro as dúvidas que atemorizam a terra

Por que não a chuva como resposta

Como palavra inquieta, sem doutrinas

Uma inexplicável fonte de aprendizado

Pela observação de nossas indiferenças

Por tudo que nos cerca e que nada nos parece.

Olho a chuva que cai, rodeada de ventos e trovões

Uma chegada triunfante e gloriosa

De quem foi no silêncio, buscar as respostas,

Que desde o primeiro choro, trazemos no coração.

Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 01/06/2005
Reeditado em 02/06/2005
Código do texto: T21298