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Noite

Noite...
Onde o frio e o silencio
Fazem ponto na rua
Nos convidando a ficar em casa
Eu estou só, não consigo ficar só.
Então saio á rua e sinto um vazio
Apenas a solidão, e tristeza.
Não vejo ninguém, portas se fecham.
Luzes se acendem, continuo só.
Eu temo a noite, e a escuridão.
Paro na rua, e busco o horizonte.
Nada, o negro da noite, o esconde.
Olho para o infinito, procuro Deus.
Procuro respostas, não encontro,
Pois resposta não existe
Nada existe, apenas a brisa gelada,
Que beija meu rosto, e me manda voltar.
E me diz, que a chuva está chegando.
Olho o céu, vejo que nuvens negras.
Esconde as estrelas, de repente um trovão.
Lá ao longe, um relâmpago rasga a noite,
Como querendo, dividir o universo ao meio.
Eu tremo, mas não é de medo.
E a chuva gelada que toca meu corpo
A brisa se transforma em vendaval
A rua alagada se transforma em rio
Eu caminho sem pressa, pressa pra que.
Já estou molhado, o frio não é mais frrio
Não sinto mais meu corpo tremer
O vento não é mais vento, apenas uma brisa.
Levando com ela, o que restou da chuva.
Somente eu fiquei, esperando respostas.
Mas resposta de que?
Se nem mesmo eu sei, o que procurava...




                                Volnei Rijo Braga
Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 02/06/2005
Código do texto: T21434
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
2317 textos (154900 leituras)
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Volnei Rijo Braga